quarta-feira , 17 janeiro 2018
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Fate/Zero – Ame ou odeie, sem dúvidas um divisor de águas!! [Crítica]

Tendo sido exibido em 2011, Fate/Zero é um anime de 25 episódios baseado na light novel de  Gen Urobuchi. A história se passa anterior aos eventos de Fate Stay Night, servindo como uma prequência para o mundo e os personagens, contudo não se engane: Fate/Zero é cronologicamente anterior, mas traz uma história independente e tem uma abordagem inquestionavelmente diferente do anime de 2006.

Falando sobre o enredo: em Fate/Zero temos uma guerra pelo Graal, acontecimento onde 7 feiticeiros utilizam da ajuda de 7 servos (heróis de diferentes eras invocados pelo seu mestre) para guerrear pela posse do Santo Graal, objeto/entidade capaz de realizar qualquer desejo.
Dessa forma, sete pessoas adquirem Espíritos Heróicos para lutar contra os outros e ter seu desejo realizado. Contudo, as coisas não são simples como parecem.
Alguns times são uma combinação inusitada, como o jovem Waver Velvet e seu servo Iskander, conhecido por nós como Alexandre, o Grande, outros tem motivações questionáveis, como Kirei Kotomine, que durante todo o desenrolar da animação tem os reais objetivos são ocultos quanto o passado do protagonista Kiritsugu Emiya.
Com o desenvolvimento, cada vez mais as trapaças, alianças, jogos sujos e traições vem à tona, transformando o desfecho num clímax realmente imprevisível.

O ponto alto de Fate/Zero, junto com o enredo imprevisível, é a profundidade dos personagens. As relações entre os servos/mestres criam uma atmosfera única para cada time.
É possível simpatizar por Tokiomi Tohsaka ao mesmo tempo que por Kariya Matou, personagens que estão de lados opostos e desejam derrotar o outro por motivos particulares.
É incrível a densidade das conversas entre Gilgamesh, Arthuria e Iskandar (Archer, Saber e Rider) sobre o significado de ser um rei, e as obrigações de um monarca. Destaque especial para o 11° epidódio, “The Grail Dialogue“,  sem dúvida um dos melhores de toda a série, onde assuntos sensíveis são abordados, e mesmo assim a ação não decepciona.

Sobre a qualidade técnica do anime, o estúdio Ufotable não costuma decepcionar, e esse título não é uma exceção. Os gráficos são muito bonitos, com efeitos de luz, sombra e movimento de tirar o fôlego. Não é uma animação criativa ou única, mas na categoria “padrão”, é de ótima qualidade, assim como a dublagem e as músicas escolhidas.

Sem dúvidas Fate/Zero é um anime que merece uma chance. Por outro lado, o nível de violência e “jogo sujo” pode incomodar quem esperava uma guerra pelo Graal honrada como em Fate Stay Night. Fate/Zero é um anime direto, onde personagens frios tomam atitudes cruéis, personagens passionais tomam atitudes impensadas e em muitos momentos o drama é suficiente para trazer lágrimas aos olhos. Um divisor de águas para quem espera um Shounen, usualmente mais infantil, e não sabe que esse anime está na categoria Seinen, geralmente mais adulto.

Fate/Zero está disponível na plataforma Netflix.

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