quarta-feira , 17 janeiro 2018
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Fica a Dica: Anthrax – For All Kings

Desde 2011, quando o Worship Music foi escolhido pela Metal-Rules como o melhor disco de metal do ano, a expectativa para os próximos trabalhos com Joey Belladonna nos vocais do Anthrax só aumentou.
Não é nenhuma surpresa que os fãs quisessem que o trabalho sucessor estivesse à altura, mas muitos duvidaram que o próximo CD fosse carregar tanto peso quanto Worship Music.

A resposta veio em 2016, na forma do For All Kings. Se é melhor ou não que o disco de 2011 há muito a ser colocado na balança, mas uma certeza é que esse é um disco que vale a pena ser ouvido.

For All Kings traz logo nas primeiras faixas, “You Gotta Believe” e “Monster at the End” a definição de como serão as próximas músicas. A primeira track já tem mais de 7 minutos (contando com a introdução) e a média de duração das próximas é de no mínimo 4 minutos. Temos bastante melodia, vocais prolongados, letras trabalhadas, e os riffs pesados são quase sempre introduzidos ou encerrados por guitarras limpas carregadas de sustain, delay e outros efeitos.

Em “Blood Eagle Wings“, música que ganhou um sangrento clipe, temos um refrão difícil de não cantar junto, assim como uma interessante harmonia de acordes e linha vocal que empurram a música para sua virada agressiva no final da primeira parte, criando e resolvendo uma crescente tensão.
Cena do clipe de Blood Eagle Wings

A veloz e furiosa oitava faixa, “Evil Twin“, começa num riff seco e base carregada que lembra a raiz do Trash Metal e os primeiros álbuns da banda. Foi a primeira faixa que me despertou atenção às interessantes viradas de ritmo usadas nesse trabalho.
Na oitava, “Defend/Avenge“, é onde temos as mudanças mais abruptas e criativas de ritmo. É criado um ambiente de cacofonia que se resolve num poderoso riff de baixo junto com a linha vocal. O refrão chega com peso, carregado numa bateria e guitarra espaçados e potentes. O solo também transmite um ar fora do lugar e experimental, tornando essa uma composição que mistura idéias sonoras e merece nossa atenção.

A faixa escolhida por alguns como mais importante do trabalho é a nona, “All of Them Thieves“, por conta da harmonia entre tudo que Anthrax tem a oferecer, mas nesse quesito a décima, “This Battle Choose Us“, e a terceira, “For All Kings“, que dá nome ao disco, não ficam atrás.
Ambas são músicas simples e diretas, com peso e viradas de ritmo, assim como alguns coros no vocal e riffs carregados. São um exemplo do trash metal contemporâneo, menos áspero e mais trabalhado.

Por fim, o disco termina com algumas músicas icônicas da banda em versões Live, entre elas “Madhouse” e “Caught in a Mosh”.

Num todo, For All Kings é um ótimo disco, e não é de se surpreender que dele saiam alguns futuros hinos da banda.

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