quarta-feira , 13 dezembro 2017
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Liga da Justiça: Não decepciona, mas também não impressiona. [Resenha]

Dirigido por Zack Snyder, e escrito por Chris Terrio e Joss Whedon, o aguardado Liga da Justiça reúne os principais nomes da DC.  Seguindo os eventos dos filmes antecessores e compondo um universo cinematográfico ainda maior, o título traz uma ótima experiência em entretenimento, capaz de agradar fãs e público geral, todavia, fica claro que não será lembrado como um clássico da Warner Bros., tampouco da DC Comics.

É feita logo no início uma exibição rasa dos heróis, mas fica evidente o cuidado em tentar de dar, ao longo do filme, mais profundidade aos personagens. Atuações como a de Ray Fisher (Ciborgue) e Ezra Miller (Flash) surtem efeito, criando uma atmosfera de realidade e intimidade com as histórias de seus personagens,  por outro lado temos o efeito oposto com Gal Gadot (Mulher Maravilha) e Jason Momoa (Aquaman) que, mesmo apresentando uma boa atuação, não tem as motivações definidas e acabam não captando a plateia.

O ritmo do filme é constante, sem enrolação e com cenas de ação muito bem pensadas e dirigidas (destaque para a primeira perseguição do vilão, Lobo da Estepe, à Caixa Materna das Amazonas, cena que usa recursos visuais, tempo e idéias visuais sensacionais). As lutas apresentam um “peso” característico da direção de Zack Snyder, e transmitem uma demonstração muito satisfatória do poder dos heróis e vilões. Infelizmente, apesar do desenvolvimento contínuo da história, e da construção de expectativa, não temos um clímax à altura. O filme tem dois momentos de tensão, que simplesmente não causam nenhuma surpresa.
Dito isso, um problema em especial é a falta de conexão com o antagonista, Lobo da Estepe, interpretado por Ciarán Hinds, que é um oponente formidável, mas um vilão extremamente genérico. Seu objetivo na terra e seus planos não são nada novo, sua exposição poderiam ser substituídas por mais ação que não seria notada diferença, e suas falas (com exceção de quando saúda Darkseid) não saem do que esperaríamos de qualquer fanático megalomaníaco maligno e supremacista.


Encerrando, Liga da Justiça é um filme que tem seu valor. Traz humor na medida certa, ganchos para desenvolvimento futuro, bons momentos de ação e um roteiro sem pontas soltas. Os tanto os fãs mais atentos quanto o público geral podem estar esperando mais, e, infelizmente, Liga da Justiça não tem destaques nem foge do “lugar comum”…
Mesmo assim é um filme que não decepciona e merece ser assistido, seja pela sua qualidade visual, seja pela sua importância para o Universo Expandido DC, seja pela diversão de ver o grupo de heróis mais icônico dos quadrinhos nos cinemas.

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Sobre Augus

Augus
Escritor, músico, contemplador do design do universo e sempre estudando a forma como o destino se organiza. Apreciador sincero da arte e filosofia, e crítico imparcial da cultura nerd mainstream e underground, tenho colaborado com o Projeto JoKenPo desde sua criação.

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