sexta-feira , 23 Fevereiro 2018
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Maze Runner: A Cura Mortal – O Final do Longo Labirinto [Crítica]

A Cura Mortal é o terceiro e último filme adaptando para os cinemas a trilogia Maze Runner, escrita por James Dashner. Produzido pela Temple Hill Entertainment (saga Crepúsculo) e distribuído pela 20th Century Fox, o lançamento mantém o ritmo de ação e aventura temperados com suspense e ficção científica que garantiu a recepção positiva de seus antecessores.

Diferente dos títulos anteriores, em Cura Mortal  os protagonistas estão mais maduros, experientes e dessa vez ao invés de fugir são capazes de enfrentar de forma definitiva a maligna C.R.U.E.L., organização que vem buscando a cura para o vírus letal com experimentos inescrupulosos em crianças.
Um dos pontos positivos do filme é ver os rostos conhecidos de Thomas (Dylan O’Brien), Newt (Thomas Brodie-Sangster) e Frypan (Dexter Darden) como parte de uma grande insurgência, combatendo os vilões e salvando crianças imunes.
Esse é o filme onde os heróis correm menos e têm mais tempo para respirar, se comparado com Correr ou Morrer e A Prova de Fogo, e  isso traz inevitavelmente à tona uma necessidade maior de bons diálogos, um roteiro inteligente, e torna urgente a resposta de todas as perguntas que foram sendo geradas até então, e é aí que está o ponto fraco do filme.

Uma vez que temos acesso à perspectiva de Teresa Agnes (a deslumbrante Kaya Scodelario) e Ava Paige (Patricia Clarkson) boa parte das questões abertas sobre a C.R.U.E.L., seus experimentos e objetivos, são respondidas. Tais respostas trazem ao mesmo tempo um ar de fatalidade inevitável e uma dúvida nítida sobre a legitimidade dos objetivos dos protagonistas, que planejam colocar em jogo a cura do vírus que exterminou a humanidade a título de salvar o companheiro Minho (Ki Hong Lee) e algumas dezenas de crianças.
Um público atento vai notar que muito foi sacrificado para uma cura que poderia ser a salvação definitiva contra o Fulgor, mas o principal obstáculo acaba sendo as desavenças, falhas de comunicação, rancores antigos e traições entre os personagens.

A atuação é tão leve quanto um filme sem grandes momentos de conflito argumentativo permite. É difícil escolher um ator de destaque, mas os antagonistas Patricia Clarkson e Aidan Gillen (no papel de Janson) são quem melhor convence a plateia, assim como as garotas Rosa Salazar (Brenda) e Kaya Scodelario, que precisam demonstrar uma gama maior de expressões, e não desapontam.

Falando sobre os aspectos técnicos, a direção de Wes Ball é realmente digna de muitos elogios. A movimentação de câmera é precisa, a escolha de ambientes nos takes abertos e fechados é de tirar o fôlego e as (poucas) cenas de ação são demoradas e trabalhadas. Apesar de clichês como os vilões nunca acertarem os mocinhos, as perseguições, invasões e explosões foram feitas para deixar quem está assistindo completamente imerso. Um destaque é o último momento de ação do filme, onde temos por quase 30 minutos uma experiência ininterrupta de disparos, fogo, lutas, saltos e quedas, perseguição de carros… e um clímax que consegue ser mais tocante que todos os diálogos até então, considerando os 3 filmes.

Maze Runner: A Cura Mortal consegue acertar em alguns pontos, e falhar em outros. Quem leu os livros sentirá falta de ambientação e profundidade, mas para alguém que quer apenas saber o fim da história e não está esperando nada muito espirituoso, é uma ótima pedida. Enquanto você estiver assistindo o filme não sentirá falta de nada. Assim que acabar, talvez algumas perguntas possam surgir, mas não deixe que isso atrapalhe sua diversão.

Maze Runner: A Cura Mortal estreia dia 25 de janeiro

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