quarta-feira , 17 janeiro 2018
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World On Fire – Mundo em chamas e YNGWIE MALMSTEEN em cinzas

Recapitulando os discos desse ano, tivemos em junho o lançamento de World On Fire, de um dos mais renomados guitarristas contemporâneos, Yngwie Malmsteen.
Não vou dizer que é um CD ruim, mas sinto nitidamente que a cada ano que passa a sonoridade do guitarrista sueco fica menos atual.

Fica evidente porque os grandes nomes do metal estão sempre buscando se reciclar, atualizar sua sonoridade. Tivemos recentemente os ótimos trabalhos do Angra, Megadeth, Anthrax e Rhapsody of Fire, todos apresentando novas abordagens para seu estilo.

Logo na primeira faixa, homônima ao álbum, recebemos uma rajada de riffs de guitarra neoclássica, e não há dúvidas que estamos ouvindo Malmsteen.
Vocais agudos, mas não tão agudos, e teclados de Power Metal se fundem numa combinação que teria sido inovadora e cativante na década passada.
World on Fire‘ é boa, e uma ótima escolha como faixa introdutória porque deixa clara a pegada do disco inteiro, mas depois da segunda estrofe fica repetitiva e redundante.
O solo da primeira música resume boa parte dos solos do álbum: Muita habilidade, mas nada de novo.

Arpejos sweep, corridas de escala subindo e descendo, muitas tríades diminutas e sonoridades melódicas, confirmam a habilidade do guitarrista, mas são exatamente o que já ouvimos o sueco fazer em todos seus trabalhos anteriores.
Esse mesmo roteiro prossegue nas faixas seguintes. ‘Sorcery‘ tem uma idéia sonora bem interessante que desafortunadamente não é desenvolvida. ‘Abandon‘ chegaria perto de ser a música mais sentimental e sensível, se cada espaço vazio entre as notas não tivesse sido preenchido com padrões ascendentes e descendentes incrivelmente rápidos e nada sentimentais e sensíveis.

Lost in Machine‘, a quinta faixa, é boa, tem um instrumental interessante, mas o solo é genérico e sem emoção, podendo ser resumido como ’60 segundos de palhetadas alternadas e varreduras subindo e descendo sem feeling’.

Se o leitor tiver alguma dúvida sobre como é o padrão dos Riffs neoclássicos de Yngwie Malmsteen, escute a sétima faixa, No Rest for the Wicked. É uma música instrumental que resume a pegada do guitarrista de forma nítida.

É um trabalho que terá uso para guitarristas e professores de guitarra. Existem trechos com padrões interessantes para treino de velocidade e palhetada, mas, para o público geral, apesar de ser um disco de produção aceitável, não vai roubar a cena dos trabalhos principais desse guitarrista, ou mesmo chamar atenção da cena do metal atual.

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